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Casa do Imigrante Italiano

Conde d'Eu e Dona Isabel

11/05/2021
04 minutos para o fim da leitura
Por: A Casa do Imigrante Italiano

As colônias

Em 1875, no Rio Grande do Sul, o processo imigratório italiano ocorre em maior fluxo a partir de 1882, com o intuito de vender as terras devolutas do Império, gerando o aumento agrícola e populacional, principalmente de mão de obra livre europeia. As primeiras colônias a receberem estes imigrantes foram Conde D’Eu, Dona Isabel e Caxias, entre os anos de 1875 a 1889. A colonização italiana em Conde D’Eu inicia-se a partir de 1875, e vai se intensificando até finais do século XIX. A principal característica imposta para a recepção dos imigrantes era a de constituírem núcleos familiares e possuírem conhecimento agrícola ou serem camponeses, garantindo o desenvolvimento agrícola pretendido.

Linhas de Cond'Deu x Número de habitantes - 1884

Poucos anos após a fundação da colônia, a linha Figueira de Melo já continha 1380 habitantes.

Etnias

Na linha mais populosa da época, Figueira de Melo, dos 1380 habitantes, 527 eram austríacos, 491 italianos, 361 brasileiros sendo 01 francês. Além disso, havia 770 homens e 640 mulheres. Os dados são do relatório do Consul Italiano Enrico Perrod em sua visita as Colônias, por volta do ano de 1884.

Vista geral da colônia Conde d'EU

Abaixo, vista panorâmica da ex-colônia de imigrantes italianos Conde d'Eu, atualmente, município de Garibaldi, RS. Foto de autoria não identificada mostra a vista da antiga colônia, em meados de 1885.

Foto por Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

Recorte da planta da colônia Conde d'Eu

Abaixo, um recorte da planta da ex-colônia de imigrantes italianos Conde d'Eu, atualmente, município de Garibaldi, RS. Essa planta é uma cópia digital do acervo da Biblioteca Nacional

Veja abaixo a planta inteira das colônias

Essa planta é uma cópia digital do acervo da Biblioteca Nacional

Cond'Deu x Nacionalidade - 1884

Poucos anos após a fundação da colônia, os italianos ja alcançam mais de 3 mil indivíduos.

Igrejas

A colônia possuia uma igrejinha de madeira e um pároco, vindo da Itália

"A colônia possui uma igrejinha de madeira e um pároco, vindo da Itália, com um estipêndio público de 60 mil réis (140 francos) por mês. Não é preciso dizer que, sem as esmolas dos colonos, ele não poderia viver. As casas, com exceção de uma, são ainda todas de madeira, mas de uma limpeza admirável, e mil vezes mais decentes que aquelas que formam os subúrbios desta cidade de Porto Alegre. Contudo, há tijolos, e de excelente qualidade, que podem baratear o preço das construções. Há uma olaria na sede mesma da colônia." A Igreja de Santo Antônio, popularmente conhecida como Cezeta, está localizada em Linha Presidente Soares, no interior de Garibaldi. Esta pequena capela é a igreja mais antiga de Garibaldi e, segundo pesquisas, pode ser a igreja mais antiga da colonização italiana no Rio Grande do Sul. Segundo Vicente Silveira, membro do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Garibaldi – COMPHAC, a igreja data do primeiro período da pedra bruta, ou seja, ela foi erguida com pedras do próprio local, na década de 1880.

A Igreja de Santo Antônio - Cezeta - foi utilizada até 1902, quando deu lugar à atual Igreja de São Caetano, de Linha Presidente Soares.

Vista da igreja mais antiga da colonização italiana

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