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Conde d'Eu e Dona Isabel

Em 1875, no Norte do Estado do Rio Grande do Sul, foram fundadas duas colônias. Devido ao nome da filha de D. Pedro II, herdeira do trono, e de seu consorte, chamaram-se respectivamente Dona Isabel e Conde d'Eu.

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Conde d'Eu e Dona Isabel

Em 1875, no Norte do Estado do Rio Grande do Sul, foram fundadas duas colônias. Devido ao nome da filha de D. Pedro II, herdeira do trono, e de seu consorte, chamaram-se respectivamente Dona Isabel e Conde d'Eu.

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Sobrenomes italianos no RS

As colônias Conde d'Eu e Dona Isabel

Conheça um pouco dessa história
A Imigração Italiana no RS

Vista geral da colônia Conde d'Eu

Abaixo, vista panorâmica da ex-colônia de imigrantes italianos Conde d'Eu, atualmente, município de Garibaldi, RS.
Foto de autoria não identificada mostra a vista da antiga colônia, em meados de 1885.

Foto por Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami
Alguns sobrenomes italianos típicos das colônias do Sul
  • Sobrenome

    FERRARI


  • Sobrenome

    MANICA


  • Sobrenome

    BORTOLINI


  • Sobrenome

    ZANATTA


  • Sobrenome

    GIONGO


  • Sobrenome

    PICCININI


  • Sobrenome

    FONTANA


  • Sobrenome

    LOCATELLI


  • Sobrenome

    SALVADORI


  • Sobrenome

    POZZEBON


  • Sobrenome

    MOCELLIN


  • Sobrenome

    MANZONI


  • Sobrenome

    CARNIEL


  • Sobrenome

    BALBINOT


  • Sobrenome

    BARBIERI


  • Sobrenome

    BASEGGIO


  • Sobrenome

    BASSO


  • Sobrenome

    BERTUOL


  • Sobrenome

    CHIES


  • Sobrenome

    MARTINI


  • Sobrenome

    LAZZARI


  • Sobrenome

    GIORDANI


  • Sobrenome

    GIRARDI


  • Sobrenome

    GRANDO


  • Sobrenome

    GUERRA


  • Sobrenome

    FERRI


  • Sobrenome

    SARTORI


  • Sobrenome

    SECCHI


As colônias
Eram divididas em léguas, travessões e lotes

A+ A-

As colônias possuíam demarcações de suas sedes, as quais consistiam em um núcleo principal localizado no centro da colônia, abrangendo a administração, bem como o comércio e o artesanato. Ainda, “[...] eram divididas em léguas, travessões e lotes. Em forma de retângulo alongado, possuíam 200 a 250m de frente e 1000 a 2200m de fundo e eram cobertas, parcialmente ou totalmente, por matas." A légua era um quadrilátero, cortado no sentido longitudinal, por caminhos estreitos e irregulares, de uns 6 a 13 km, abertos no meio da mata.

Recorte da planta da colônia Conde d'Eu

Abaixo, um recorte da planta da ex-colônia de imigrantes italianos Conde d'Eu, atualmente, município de Garibaldi, RS.
Essa planta é uma cópia digital do acervo da Biblioteca Nacional.

Foto por Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami
Recorte Plana da antiga colônia Conde d'EU

Veja a planta inteira das grandes colônias do RS.

Essa planta é uma cópia digital do acervo da Biblioteca Nacional.

Vista panorâmica da antiga colônia Conde d'EU

Veja em mais detalhes as plantas das colônias Conde D'EU, Dona Isabel e Alfredo Chaves.

A colônia Conde d'Eu, 1883.
Divisão administrativa

A+ A-

Por volta de 1884, a Colônia encontra-se dividida em 13 distritos, conhecidos também como "picadas", ou "linhas", composta por homens e mulheres de diversas nacionalidades. Veja abaixo o gráfico ilustrativo dessa situação. Esta colônia compõe-se de um único território, limitado a norte e a oeste pela colônia Dona Isabel, ao sul pela colônia particular de Teutônia e por terras particulares de Santos Pinto.

Cond'Deu x Nacionalidade - 1884

Poucos anos após a fundação da colônia, os italianos ja alcançam mais de 3 mil indivíduos.

Linhas de Cond'Deu x Número de habitantes - 1884

Poucos anos após a fundação da colônia, a linha Figueira de Melo já continha 1380 habitantes.

As linhas da colônia Conde d'EU

Abaixo, o mapa das linhas da planta da ex-colônia de imigrantes italianos Conde d'EU, atualmente, município de Garibaldi, RS.


Sede
O local mais conveniente para o futuro centro do município

A+ A-

"Na sede, escolhida pelos engenheiros como o local mais conveniente para o futuro centro do município, residem atualmente cerca de 200 pessoas. Lá possui sua residência o primeiro auxiliar do diretor, com um contador que é italiano. Lá reside também o subdelegado de polícia, o único oficial de se-gurança pública para uma população de 14 mil pessoas, ou 12 mil segundo as ci¬fras oficiais, e encontra-se tão ocupado que possui também ele uma casa de comércio. De fato, em cinco anos, não aconteceram nestas colônias senão dois delitos de sangue, e o furto é quase desconhecido."

Igrejas
A colônia possui uma igrejinha de madeira e um pároco, vindo da Itália

A+ A-

"A colônia possui uma igrejinha de madeira e um pároco, vindo da Itália, com um estipêndio público de 60 mil réis (140 francos) por mês. Não é preciso dizer que, sem as esmolas dos colonos, ele não poderia viver. As casas, com exceção de uma, são ainda todas de madeira, mas de uma limpeza admirável, e mil vezes mais decentes que aquelas que formam os subúrbios desta cidade de Porto Alegre. Contudo, há tijolos, e de excelente qualidade, que podem baratear o preço das construções. Há uma olaria na sede mesma da colônia." A Igreja de Santo Antônio, popularmente conhecida como Cezeta, está localizada em Linha Presidente Soares, no interior de Garibaldi. Esta pequena capela é a igreja mais antiga de Garibaldi e, segundo pesquisas, pode ser a igreja mais antiga da colonização italiana no Rio Grande do Sul. Segundo Vicente Silveira, membro do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Garibaldi – COMPHAC, a igreja data do primeiro período da pedra bruta, ou seja, ela foi erguida com pedras do próprio local, na década de 1880.

A Igreja de Santo Antônio - Cezeta - foi utilizada até 1902, quando deu lugar à atual Igreja de São Caetano, de Linha Presidente Soares

Foto por Arquivo Histórico Municipal de Garibaldi, RS.
A colônia Dona Isabel, 1883

Vista do Centro de Bento Gonçalves no dia 9 de maio de 1915. À esquerda o atual Palácio Municipal.

Em 1875 inicia a imigração italiana na Encosta Superior do Nordeste, originando as Colônias de Dona Isabel (hoje Bento Gonçalves), Conde D` Eu (hoje Garibaldi) e Nova Palmira (hoje Caxias do Sul). A Colônia Dona Isabel (Bento Gonçalves), criada em 1870, já era conhecida como Região da Cruzinha, devido a uma cruz rústica, cravada sobre a sepultura de um possível tropeiro ou traçador de lotes coloniais. Era época do escambo, da troca de mercadoria por mercadoria. A Colônia Dona Isabel sediava um pequeno comércio no qual os tropeiros faziam paradas para descanso.

Foto por Acervo: Museu do Imigrante

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